terça-feira, 21 de abril de 2009

VII Espaço AMORC & RPG

VII Espaço AMORC & RPG

Conseguimos junto a AMORC Rosacruz, em Nilópolis no Rio de Janeiro, um espaço destinado à prática do RPG, Cardgames, Boardgames entre outros. Não somente um espaço para prática do RPG o local é destinado também a encontros sociais com aqueles nossos amigos de longa data, porque apesar da falta de tempo e dos rumos da vida, é sempre bom um lugar para rever velhos amigos e fazer novas amizades!
O espaço é para mais ou menos 100 pessoas, com musica ambiente, banheiro, área coberta para jogos, cantina e diversas mesas pelo local.
Há somente algumas condições a serem respeitadas para que o espaço seja sempre oferecido:
- não fumar nem ingerir bebida alcoólica nas dependências;
Caso haja o desejo de algumas pessoas quererem conhecer a Ordem e seus aspectos místicos e filosóficos, haverá membros no local afim de instruí-las.

Estamos precisando de mestres e narradores para o evento. Caso você queira fazer esse trabalho altruístico entre em contato com agente pelo telefone: 9926-6686 e 3753-6682 (Falar com Fábio).

Teremos sorteio de um suplemento VAYSAS cedido gentilmente pelo escritor Danilo Faria (Maytreia e Rebelião).

Às 17h terá inicio um fórum debate sobre o Documentário: O Olho de Hórus.

Data: 26 de abril de 2009
Endereço: Rua dos Expedicionários, 291 - Centro - Nilópolis.
Horário das sessões: de 13h até 18h
Fórum Debate: com inicio às 17h.
Ingresso solidário: 1 kg de alimento não perecível, 01 agasalho ou 01 produto de limpeza para auxiliar na arrumação da Loja.
Contatos: Fabio: 9926-6686 e Wladimir: 8645-0774
Email: fabioduida@yahoo.co.br
Para participar na comunidade do orkut clique na imagem!

Esperamos todos vocês!

D&D - voltando as origens

Fala Pessoal,
Eu particularmente adoro Dungeons & Dragons. Gosto de mestrar, gosto de campanhas épicas, de lutas em abismos onde o perigo estala pelas cabeças dos personagens a todo momento. Em todas as edições de D&D que eu peguei, qualquer regra que não gostássemos, nós as adaptávamos ou criávamos alguma outra coisa, ou simplesmente não usávamos. Eram legais as regras para condições de tempo, viagens, navegação, carga, valor dos itens mágicos, etc. do D&D, mas muito pouca coisa desse aspecto eu usava, pois prefiria limitar mais o jogo em função da interpretação dos meus jogadores, e quase sempre (quase sempre!) dava certo! Com o D&D 4ª edição não foi diferente. Vi muitas coisas legais e também muitas que eu não gostei. Mas isso pra mim não é problema, visto que não me aborrece a experiência de aprender algo novo.

Certo dia eu acordei e comecei a folhear o livro de regras do D&D Black Box (da Grow, lançado no Brasil) e vi uma muita coisa que todas as outras edições posteriores tinham, mas meio que havia se perdido, estando envolto em brumas:

A essência da simplicidade.

Não que seja ruim o sistema daquela classe de prestigio super bacana em que o seu personagem se especializou. Ou que agora você em essência é clérigo, mas pode pegar um poder de pacto, ou ser um ladino marcando o alvo, ou até mesmo um Guerreiro mago/samurai/vampiro/1/4 de celestial Épico, esse não e o problema.

Mas digo daquela simplicidade, bem ao estilo de Caverna do Dragão. O bravo Guerreiro, o misterioso mago, o fanático e fervoroso clérigo, o astuto ladrão, o magnifico elfo, o robusto anão ou o gatuno halfling.
Uma simplicidade ao mesmo tempo complexa, onde não existiam perícias e as descrições do que voce fazia nas aventuras tinham que partir de sua criatividade e não de um bônus que voce tenha. Que o mestre não consultava as tabelas para saber qual a Cd da porta mas descrevia a porta a ponto de você sentir sua textura, se é resistente, móvel, de pedra.

Enfim, algo do tipo:

- Beleza, vamos jogar D&D?
- Vamos!
- Deixa eu pegar o livro de regras. Então tá, são seis caracteristicas e voc]ês tem essas 7 profissões para escolher...
- (alguns minutos depois)...
- Acabamos!
- Ótimo! O tema da Aventura é o templo do Rei Lagarto. Vocês se encontram na taverna bebendo e conversando sobre aquela última aventura, até que...

Entenderam? Rápido, leve e solto, sem muito stress com essa ou aquela classe, se pode pegar aquela raça, se aquele talento do livro que só saiu lá no Japão pode, porque completa o meu personagem... sacaram? até porque o tempo hoje em dia pra muitos é bem curto...

Algumas pessoas podem até torcer o nariz com a frase acima: perai? Old school não é rápido, nem leve e solto! Era cheio de regras, tabelas e coisas absurdas. Sim, mas tinha uma essência simplista, mais felaxível, não eram bandos de tabelas, eram tabelas para ajudar o mestre em alguma aleatoriedade tendo que a decisão final caber a ele se vai usar ou não, não rolava uma dependência. Não que os mestres e jogadores não possam tornar os outros jogos assim ok! Mas falo que para o iniciante o D&D da Grow cumpria muito bem o seu papel.

Bom, sem demoras deixo nessa sessão, um exemplar do mais famoso Old School conhecido: O D&D da Grow. Um livro de regas em português completo, para voce se aventurar com seus filhos, esposas e amigos por entre as mais perigosas dungeons nestas 68 páginas de aventura. Contém tudo que voce precisa saber para iniciar os amigos em uma sessão de D&D mostrando como o RPG (de fantasia medieval nesse caso) era em suas origens. Sei que muitas pessoas possui um exemplar deste jogo, seja em livro ou pdf. Ele é meio que um Print and Play do RPG, portanto como não esta mais a venda, eu acho que não tem problema em estar disponibilizando aqui no site.

é isso. Boa campanha pessoal!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Crise do RPG – sintetizando...

Ola pessoal,
Ultimamente tem se falado muito dos rumos do RPG, não só aqui no Brasil como lá fora e suas repercussões no Mercado de entretenimento e jogos. A galera da Rede RPG a uns cinco anos atrás já havia falado nessa crise, e muitas pessoas deram por certo como se eles estivessem sendo equivocados e continuaram com a mesma estratégia de vendas. Muito se especulou, e algumas editoras abriram enquanto outras fechavam suas portas, livros foram lançados e descontinuados, tivemos briga e discussão entre os grandes lideres de mercado editorial de RPG. Táticas de vendas foram “inibidas” devido a novas taxas de tarifas dos produtos vendidos.
Há em até certo ponto uma parcela de culpa em todos nós jogadores. Foram enxurradas de criticas, especulações e opiniões que, claro, divergiam em muito nos seus inúmeros pontos de vista, trazendo na verdade, mais discussão sobre o tema do que soluções.
A proposta deste post não é de forma alguma dizer quem esta certo ou errado, quem esta agindo de maneira falsa ou verdadeira. Não, não é. Eu também não quero começar aqui mais uma discussão do “Se”. Por que quem vive de passado é museu (mas o Old School é muito bom!). Eu gostaria sim, de com base até mesmo em todas as discussões que a maioria dos Rpgistas tem acompanhado, sejam em blogs como área cinza, Doutor careca, Observatório RPG, sites como a Rede Rpg e fóruns de discussões, discutir meios de burlar essa crise com o que temos de melhor: nossa determinação e nossa criatividade em transpassar epicamente por esses obstáculos.
Sabemos que alguns fatores corroboram para “crise” atual. Citarei alguns de acordo com minha opinião pessoal (no que eu me baseio diante dos fatos que acontecem à minha volta):
- Mercado de nicho: O RPG é um hobby muito restrito. São poucas pessoas que o conhecem e não é vendido em qualquer livraria ou papelaria. Por isso que, mesmo com uma grande campanha publicitária, os maiores atingidos são quem já se encontra no hobby ou algumas pessoas que por motivo de curiosidade procuram saber mais a respeito.
- Preço dos livros: Chegamos a um problema seqüencial. “Legal, eu gostei. Mas putz, pagar 80,00 Reais em um livro de D&d? Que jogo caro...” Muitas das vezes é o que ocorre ao um jogador iniciante. Coloquei um livro de D&d por ser o mais famoso, mas felizmente temos opções mais baratas e tão boas quanto, além de muitos serem produtos nacionais. Uma vez li em um blog uma frase muito interessante (acho que foi no Rolando 20) que: “A quantidade de livros de RPG que você possui é inversamente proporcional à quantidade de tempo que você tem para jogar”. Disse tudo. Geralmente quando somos crianças, adolescentes e estudantes, etc. o nosso poder de compra é muito restrito, Ficando sujeito às jogadas de persuasão que rolamos contra a CD dos nossos Pais para querer comprar esse ou aquele livro (Pai! Compra pra mim!), por isso quando começamos a trabalhar e temos o poder de compra nas mãos, a realidade muda um pouco. Um pouco, pois não são todos do nosso grupo que geralmente arranjam emprego ou conseguem dinheiro quase toda semana pra comprar aquela revista ou aquele livro legal que saiu. Ainda sim a maioria são estudantes que se vêem na “obrigação” de se disciplinar e juntar mutuamente uma grana para comprar os livros assim que eles saírem. E ai também entra um fator importante: o tempo.
- Adversidades da vida cotidiana: Como eu disse, vem trabalho, faculdade, pós-graduação, mestrado, casamento, não necessariamente nessa ordem, mas ainda sim tomando grande parte desse tempo que antes na adolescência possuíamos. Aqui no Brasil, agente nota que grande parte do jovem que, utiliza sua “renda” para si próprio ainda dá um gás na família, seja pagando aquela conta, fazendo uma compra, saindo com a namorada, tendo que às vezes pagar também a faculdade, enfim deixando o jogo de RPG em segundo plano por existir outras prioridades. São poucos os que conseguem uma verba limpa para gastar com livros e possuem tempo de sobra para jogar quando quiser.
- Pré-conceito: O RPG na maioria das vezes, e por um mau juízo de valor ou desconhecimento, é perseguido por algumas igrejas e por alguns pais que, através de uma mídia sensacionalista o coloca como fruto de depravação e imoralidade, desvirtuando os valores que jazem em uma sociedade há tempos desvirtuada. É incrível como a ignorância abre uma grande egrégora nesse ponto, pois ao contrario do que muitos pensam, os crimes que aconteceram envolvendo o RPG foram solucionados, e o próprio RPG foi retirado desse meio por não se tratar de nenhuma via de prática a qualquer delito. O que geralmente os educadores alertam é que como qualquer brincadeira, ela não pode ser levada em maior grau de importância do que seus estudos, sua família ou seus Pais, alertando para a proibição do mesmo assim como qualquer jogo de vídeo game ou desenho da TV que seu filho goste caso isso venha a prejudicá-lo nos estudos.
- Perda de espaço para os Jogos eletrônicos: O RPG perdeu muito para essa nova onda da Internet. Jogadores de todo o País se encontrando nos servidores virtuais passando horas e horas em missões acumulando riquezas, armas e artefatos mágicos. Nada contra ao MMORPG, apenas o fato de que ele cria falta de interação presencial entre as pessoas. Algumas empresas como a Hasbro com a Wizards (principalmente) e a Paizo tem tentado atingir esse nicho de mercado com seus jogos (Wizards com o D&D 4ª edição e a Paizo com seus pdf’s e seu Pathfinder chronicles), mas ainda é cedo para saber como o mercado reagirá. Aqui no Brasil, são muito poucos os jogadores de RPG com acesso (eu digo um bom acesso) a Internet banda larga, o que parece escassear um pouco o mercado por aqui.
- Diminuição dos números de jogadores: Há dezesseis anos atrás, tínhamos uma quantidade aproximada de 400.000 jogadores em todo o País (eu não tenho certeza, vou procurar saber, mas acredito ter lido isso em uma Dragão Brasil antiga que não me lembro também o número, portanto caso eu esteja equivocado me desculpem) com faixa etária entre 16 a 20 anos. Se você somar + 16 anos para cada uma dessas pessoas, hoje em 2009 temos uma faixa de jogadores beirando os 32 a 36 anos. Será que - mesmo especulando - esse pessoal ainda continua virando à noite suas sessões de vampiro? Regadas e rock e muito vinho ou suco de uva? Será que esses aventureiros estão se degladiando com o Tarrasque com seus personagens épicos a cada final de semana? Claro que não.
Como falei lá em cima, a situação e o cotidiano das pessoas mudam de tempos em tempos. Tivemos iniciantes no hobby? Sim, com certeza, não há duvidas. Mas tivemos também muitas baixas. Sejam ex-jogadores, que se tornaram pais de família, trabalhadores autônomos, professores ou até mesmo pessoas que acham que “passaram da fase” de jogar RPG, esse “numero” de 400 mil jogadores diminuiu... e isso também afetou o mercado. Fazendo uma matemática básica: se tirarmos 100.000 (que correspondem a 25% dos jogadores) que pararam por qualquer motivo de jogar, e colocarmos uma regra de que a cada seis jogadores se vendia um módulo ou kit básico de RPG (e colocando esse kit em torno de R$ 50,00 a R$ 100,00 Reais com todos do grupo fazendo uma intera), teremos ai uma perda de aproximadamente 16.000 grupos de RPG (o equivalente entre 800 mil e 1 milhão de reais de perda em receita para as empresas). To sendo meio neurótico? Provavelmente. Como falei não me lembro de onde eu retirei esse dado, mas eu li sim ele em algum lugar e mesmo que não fosse verdade, a falta de novos suplementos de mercado (em comparação a há dez ou doze anos) e de novas empresas no ramo dão a entender isso. É fato que se um livro básico vende bem e ele é jogado pela maioria dos grupos de jogadores, vai chegar em certo momento que a empresa que vende aquele produto vai passar a ter um lucro mais em cima de suplementos do que em cima dos módulos básicos. E essa renovação ocorre a partir daí: em atrair um publico novo para consumo do produto que aparentemente se encontra saturado no mercado.
- A não renovação / inclusão de outros jogadores: Ok, pessoal, agora esqueça os números la de cima. Já que no momento eu não tenho a fonte dos dados vamos descartar toda aquela hipótese la de cima. Ainda sim teríamos uma crise, Beleza. Ainda sim os livros estariam sendo pouco vendidos, empresas fechando e um pessoal parando de jogar. Se independente da quantidade de pessoas, fossemos realizando ao longo do tempo mais eventos com o intuito de atrais mais pessoas para o hobby, a realidade do mercado hoje em dia podia ser diferente. Talvez, o fato de passar o archote para outros grupos mais novos ou incluir iniciantes naquele grupos de jogadores matusalém pudesse não ser a menina dos olhos de ouro do mercado, a salvação da colheita ou algo do tipo, mas poderia ser diferente.

Mas sem demoras, e até porque já perdemos muito tempo, o que poderíamos fazer para mudar essa cara do RPG no nosso País?

Vocês que gostavam de jogar? Que tal se reunir uma vez por mês novamente para conversar e rolar uns dados voltando a ser aquele mago, guerreiro, vampiro ou solo daquela época? Tem um manual velho na sua casa? Doe para alguma biblioteca, conversa com a diretora sobre uma provável palestra dos benefícios do RPG e depois arme uma sessão de jogo com alguns alunos. Mostre como é a verdadeira essência do jogo das interpretações...

Parafraseando o digníssimo médium Chico Xavier: Sei que não podemos mudar o passado do RPG em virtude do que se encontra nesse presente, mas que tal então darmos um novo futuro a ele?

Fabio “Druida” Carvalho

sexta-feira, 17 de abril de 2009

O Desfiladeiro da Morte [Capitulo I]: Bandidos em Fuga! – parte 1

O Desfiladeiro da Morte
[Capitulo I]: em fuga! – parte 1

Os amigos recuperam um pouco as suas forças a partem da relva bem cedinho rumo a próxima cidade. Apesar do cansaço e da dor de semanas estamparem seus rostos, a calmaria e a tranqüilidade de uma noite de descanso e as brincadeiras de Grippli e Fist revigorou um pouco seus corpos para uma longa caminhada.

- Bom dia Fist. Todos acordaram? Onde está Alexia? – Pergunta ininterruptamente o pequeno Grippli, ainda adormecido.
- Bom dia meu pequeno amigo. Todos já estão de pé. Alexia disse que ia se banhar. Pediu que arrumássemos as coisas e partíssemos, pois se encontrava conosco no caminho da cidade.

Em um canto, afastado dos demais Havanna esta em meditação:

- Amado e bendito sejas, oh Pelor. Agradeço pela manhã que se inicia hoje, assim como tantas outras que nos deste. Nos proteja dos encalços da estrada e guie a minha mão apenas para fazer a tua vontade e nada mais que a tua vontade. Que meus inimigos sejam espólios do mal que se levanta contra este mundo em oferenda a ti. Para que tu possas... de repente, um ruído. - Que Assim seja.
- Assim seja. – Dolgrim olha para ela.
- Desculpe se atrapalhei suas urucubacas...
- Orações.
-... pois bem então, orações. Mas já atrapalhando, estamos prontos para partir.
- Meus amigos não me atrapalham. Ela sorri docemente para o anão. – Já fizeram o desjejum?
- Sim, guardamos um pouco para você.
- Agradeço, mas estou em mortificação.
- Há dias que você não come nada menina. Assim vai morrer de fome!
Havanna sorri. – Meu alimento hoje é a minha fé. E nesta é que me valho.
- Esta bem. Mas eu me valho em um grande bucho cheio de carne e hidromel! E já que você não quer e seria uma pena deixar isso estragando, eu aposto minhas barbas que Pelor não gostaria que isso acontecesse!
- Então se delicie meu amigo! – Havanna sorri!

***

- O tempo vai fechar hein pessoal. Sinto cheiro de chuva por ai. Sinto sim. Olhem só como as árvores estão tortas. É um sinal de reverencia a chuva que cai do céu. É... isso é sinal de chuva. Na minha terra, que dizer na terra que era minha, que na verdade nunca foi, pois era de meu pai e não min...
- Ok Grippli, o xamã do tempo, então arrume sua mochila e pare de falar igual a um papagaio! – Levanta Tila de sobre salto indo falar com Andariel.
- O dia será longo. Indaga o elfo.
- E?
- Então pare de arrumar inimizades sem necessidade. Até agora não falou nada que prestasse ou levantasse o ânimo dos presentes.
- Olha aqui seu elfo recalcado, não sou conselheira e nem ao menos sacerdotiza, então...
- Então deixe os trabalhos de aconselhamento ou liderança comigo Tila. – surge Havanna do mato alto juntamente com Dolgrim.
- Desculpe Havanna. È que estou farta de tudo isso.
- O pesar esta apenas em seu coração Tila. Ninguém esta duvidando de você ou falando que você não é capaz. Esqueça essa dor... esqueça esse remorso e esse ódio que só vão lhe fazer mal.
- Não é ódio!
-...

Sem nenhuma palavra Tila anda em direção a estrada.

- Será que ela vai superar? – Dolgrim pergunta a sua amiga.
- Não sei. Mas só ela pode sair dessa amargura. Ela não foi a única a perder alguém por aqui.

E eles iniciam sua jornada.

***

Algumas horas após o almoço, e eles adentram mais em uma estrada ladeada por uma floresta. Ravanna galopando em seu cavalo, fita o horizonte e como se houvesse escutado por algo, sorri docemente e olha para todos: - Já estamos chegando.
- Como sabe? – Dolgrim, olhando de soslaio para ela.
- Pelor me disse.
- Tem conversado de novo sozinha? Sua clériga maluca...
- Vamos entrar novamente neste assunto meu caro amigo?
- Não. Sei que não posso te convencer do contrário, pois sei também que você é a humana mais teimosa e cabeça dura que eu conheço. Mais até do que nós, Anões das montanhas...
- Pondere as palavras meu amigo! Pelor não gosta de nada que profira a perdição natural do Ser.

Ela faz um gesto em oração e com o braço erguido pronuncia uma prece:

- Oh! Pelor, o Altíssimo! Que meus olhos sejam os seus! E que sua divina Luz me guie para que eu possa contemplar além do horizonte e além de tudo aquilo do que minha condição humana não me permite!

Uma aura azul parecer permear a Clériga, e todos aguardavam ansiosos por suas instruções. Com um olhar atônito ela emerge de um breve transe e olha para Andariel:

- Sinto um perigo a nossa frente. Andariel destaque-se juntamente com Grippli mais à frente e vejam se notam alguma coisa de diferente.
- Prontamente. – Diz Andariel. Ele salta graciosamente por entre as arvores seguido de Grippli ligeiro e sorrateiro, mais veloz que uma doninha selvagem.
- Fist, termine suas magias, pois acho que vamos precisar delas.
- Esta bem Havanna.
- Tila, você vai com Dolgrim atrás na retaguarda. Podemos ser surpreendidos.

Tila reduz o passo até estar a uns poucos metros de distância de Dolgrim, que anda pela estrada observando atento, como se esperasse calmamente uns malditos 1000 orcs pularem da mata.

- O que será que ela viu? – diz Tila a Dolgrim.
- Não sei, mas não é boa coisa. Os olhos dela diziam perigo e Havanna não brinca quando o assunto é expurgar o mal, você sabe... sinto que vou cortar algumas cabeças hoje!
- Seu mercenário! Não sei como ela pôde recrutar você.
- Ela não me recrutou. Eu vim porque quis.
- Eu também!
- Então porque insiste nessa amargura Tila? Já sei, você acha que foi culpa dela a morte de Jaden?
- Claro que não! Mas se ela tivesse ajudado...
- Por um ovo de Gnoll do abismo! A mulher estava quase sem o braço e sem preces também! O único fio de esperança a que ela se agarrou foi usado para salvar você de uma festa dentro do estomago daquele bicho e você ainda acha que foi pouco?
-... sempre ouvi histórias Dolgrim. Que eles são mensageiros dos Deuses, enviados extraplanares com uma missão importante. Se ela não pode salvar a vida de Jaden, como acha que ela vai salvar a de todos nós!
- Ela não é, e nem nunca foi tudo isso ai que você falou. Ela sempre se mostrou humana, como você, como Alexia. Ta certo, vocês não falam sozinhas, e ela é meio louca, fala sozinha com esse pessoal invisível, mas isso não muda o fato que ela tem tentado dia após dia, crescer com suas próprias habilidades. Quem sabe até mesmo trazer Jaden de volta? Ouvi dizer que quando eles se tornam muito poderosos eles... você sabe... pelos chifres de um minotauro manco! Sei que não existe isso, mas trazer os mortos de volta à vida!
- É por isso que estou aqui. Eu tenho essa esperança. Depois ela pode enfiar dentro essa missão suicida idiota.

Fist observa o seu manual de magia, mas inquieto com a apreensão de Havanna. Ele sente que a clériga esta impaciente, além do normal para aquela situação.
- Minha “filha” o que foi. Ele sorri pra ela que logo o retribui.
- Não consigo estudar com seu tilintar no escudo. Se continuar assim, da próxima vez, questionarei as habilidades de Alexia para ver se ela me tira uma ou as duas orelhas de uma vez... – sorri o mago.
- Gostaria que ela estivesse aqui.
- Você sabe como ela é. Gosta de entradas espetaculares. Alexia já lutou nas arenas, você lembra melhor do que eu. Ela não consegue ficar longe da excitação que as batalhas proporcionam a ela. Ela gosta de ser o espetáculo...

Subitamente, Alguém desponta de dentro da mata com um olhar de desespero, como se algo muito ruim estivesse acontecendo:

- Havanna! Havanna! A cidade! Esta pegando fogo!

***

- Nossa Andariel, assim não consigo alcançar voc...
- Então corra pela terra Grippli. A natureza não são somente galhos, apenas use-a em conjunto com a oportunidade.
- Tudo bem, mas a 200 metros de altura! Se a oportunidade passar eu viro geléia ocre! Humm... geléia ocre de halfling não é nada bom... talvez seria para as próprias geléias... será que existem geléias ocres pela floresta Andariel? Eu pelo menos nunca vi, nunca mesmo. Talv...
- Grippli olhe!
- Camponeses! Será que estão mortos?

Andariel e Grippli saem da Floresta em direção à estrada. Estão a uma boa distância dos outros e por fazerem parte cada um de raças mágicas, chegam sem serem notados. Ao olharem os dois corpos no chão eles ficam apreensivos, mas constatam o que por medo, lhes era evidenciado.

- Eles estão mortos Andariel - Diz Grippli.

Andariel se abaixa e examina os corpos. Um homem e uma mulher. Um casal, pelos ramos de oliveira entrelaçados em volta dos pulsos de cada um. Recém casados de uma semana, pela ação do tempo nos ramos. Um provável e feliz família morta.
Ele examina os cortes. Uma constatação.
- São Orcs.
- Que?
- Chame Havanna Grippli. Saia correndo daqui e chame Havanna. Diga que estou indo para a cidad...

Ao olharem em direção a cidade, Uma enorme explosão faz subir uma longa labareda de fogo. Como se uma dúzia de dragões expelissem suas baforadas ao mesmo tempo sobre a cidade que ardia em chamas vitimada por um predador cruel e voraz.

- Vai! Vai! Corre! – exclama Andariel, já retesando a primeira flecha no arco e correndo em direção a cidade!
- Vou! Vou! – e Grippli saiu correndo pela estrada como se salvar sua vida própria vida fosse a última coisa que realmente importasse. Seria assim em outros tempos, mas não agora. Grippli preza por sua vida, mas pela sua e de todos ao seu redor. Por sua vida e pelas pessoas que jurou servir e proteger. E se isso implicasse a vir perdê-la, que seja então. “- Foi o que os Deuses desejaram” – Ele pensa em Havanna, ou “Assim é a linha da vida. Umas partem para outras nascerem” – Com certeza Fist diria isso, ou algo do tipo. Ele sempre ficou mais espantado com a inteligência do mago com o que realmente na verdade ele queria dizer.

Pegou-se perdidos em pensamentos e perdendo a passada, colocando então mais fôlego em seus pés. Decidiu ir pela floresta seguindo os conselhos de Andariel, se tornando um com o ambiente ao seu redor. Sem que percebesse já estava saltando entre os galhos como se fosse um macaco, se amarrando em cipós, dependurando-se em salgueiros e zunindo pelas copas das arvores menores, assustando pássaros e outros bichos. Esqueceu-se das geléias ocres, esqueceu-se do olhar frio e suplicante de Andariel. Ele queria apenas chegar.

E chegou.

- Havanna! Havanna! A cidade! Esta pegando fogo!
- O que! – Havanna gira o braço em sinal de perigo eminente, fazendo com que Dolgrim e Tilla se cheguem para perto.
- São Orcs Havanna! Um ataque orc à cidade!
- Como sabe que são orcs? Quantos são?
- Eu não sei! Encontramos duas pessoas mortas na estrada e Andariel falou para vir lhe avisar!
- And? Onde esta ele!
- Ele foi correndo para cidade!
- Há! – Aquele elfo maluco! Ta pra ver quem é mais pirado! – exclama Dolgrim subindo em seu cavalo.
- Vamos! Subam nos cavalos! Vamos salvar aquele povo! Famílias estão morrendo! Pelor não deseja isso! Não hoje!

Eles cavalgam aflitos em direção a cidade...

Continua...

sábado, 11 de abril de 2009

1º Encontro Vitual de RPG 2009

Saudações galera,
Segue a propaganda do encontro virtual de RPG organizada e realizada pela lista de Blog de rpg
Espero poder ter tempo de participar! Sorte nessa empreitada pessoal!

1º Encontro Nacional Virtual de RPG


Quem disse que precisa sair de casa para jogar RPG? Nos dias 25 e 26 de abril de 2009, você vai poder se encontrar e jogar online com RPGistas de todo o país, usando qualquer ferramenta - iRPG, Fantasy Grounds, Taulukko, MSN, Skype, TeamSpeak… são inúmeras as opções da internet!

Se você é Mestre, divulgue já suas mesas virtuais no fórum do evento, para os jogadores escolherem o que jogar e preparar seus personagens com antecedência. Não se esqueça de deixar o máximo que puder de informações (sistema, cenário, número de jogadores, se ainda há vagas, se aceita iniciantes…), acompanhar o tópico e dar retorno às inscrições.

Se você é jogador, mais fácil ainda: visite o fórum, inscreva-se e prepare o seu personagem!
O endereço do fórum é:
http://n2.nabble.com/Encontro-Virtual-de-RPG-2009-f2533277.html

Até a data do evento, você poderá encontrar dicas e ferramentas para aproveitar melhor a experiência de jogar online em vários sites de blogs de RPG, assim como no próprio fórum. Você pode jogar também usando as ferramentas do site Taulukko (http://www.taulukko.com.br/blog/?p=225) e RPG Online (http://www.rpgonline.com.br/irpg.asp), que estão apoiando o evento!

Esta é uma iniciativa revolucionária organizada pela lista de Blogs de RPG (http://groups.google.com/group/blogsderpg) !

Saiba dos Blogs e Sites que estão apoiando o evento e pegue os banners para divulgar nesse link:
http://n2.nabble.com/Encontro-Virtual-de-RPG-2009-f2533277.html